
.: Créditos :.

Faltava aquela peça, da peça não se fez falta, faltava aquele tempo e do tempo criou-se asas.
E as asas se descontrolaram e o chão estava lá, o chão sempre está lá, assim como o céu está. Só que o céu puxa pra cima e o chão leva pra baixo. A última gota de chuva nunca é a última gota.
Respira, fecha os olhos, conta até trinta e cinco. Dorme, respira mais um pouco e se desfaz, pra que juntar? Não vou olhar mais pro céu, não consigo mais. Os óculos cor-de-rosa se quebraram.
Se até a chuva se veste de sol, por que eu não me vestiria? Se até ela se desfaz, por que eu ficaria inteira? Se é hora, se eu espero, se é assim que tem que ser.. minha paz também espera, e continua a chover.
(esse aí é meu)
"There's a prism by the window
It lets the light leak in
I wish you would let me
You feel the water but do you swim?
And it's only me, empty handed
With a childish grin, and a camera.."
(Michelle Branch - empty handed)
É, hoje choveu de novo.
Qual é o tamanho do vazio?
Quais são as proporções que a dúvida e o silêncio podem tomar?
Como é possível que o tempo mude tão rápido?
Alguém traga barulhos, faça uma tempestade, que seja.
Uma grande insatisfeita, isso que eu sou. Tudo vale a pena, por um segundo de satisfação plena. Eu busco e encontro, eu olho e se esconde. Mas quer saber? Eu vi.
Os dramas justificam, o escuro justifica, o frio também. Tudo por aquele pouquinho de luz que me envolve aos poucos. E que depois se apaga.
Traga lanternas, não se esqueça! Traga telescópios, para eu não deixar de ver as estrelas. Traga abraços infinitos e nunca me deixe me perder no que eu sou.
Me dá a mão e isso me basta! Calcule os prós e os contras. Depois rabisque e jogue tudo fora. Viva e more aqui!
Engula a seco os problemas e minhas expectativas. feche os olhos e sinta meus dedos no seu rosto.
E finalmente, mas não menos importante: exista. Em mim e para mim. O resto é simples!