Não foi à toa que escapei das pilulas da minha mãe: Nasci sem ser convidada. E mesmo contornando a situação muito bem, fiz um suspense pra nascer que quase me custou a vida. Enfim, estava lá. Uma bolinha que apelidaram de Luana. 18 anos depois, o meu lado bolinha vive nas bochechas. E se descuidar, em outros pontos tbm.

O descuido se deve ao sedentarismo. Quanto à preguiça, troquei por determinação. Barriguda ou não, hibernar agora é só um sonho. Mas sobre realidade, construo a minha estrada com equilíbrio e tijolos amarelos. Vontade é o que não falta.

Valorizo demais as coisas simples e amo demais, no sentido prático. Sigo amando dia de sol, bala que vira chiclete, crianças conversadeiras, cachorros e balões a gás. Troco tudo para dormir do lado "DELE" mas ele quem?! háááá melhor deixar o tempo dizer! Viver na praia e rir com pessoas q eu amo.

Paulistana com orgulho, vivo em São Paulo e vou fazer cursinho pra tentar ser aquela Jornalista que se formou na Casper Libero. Eis aqui uma redatora querendo falar mais alto.

Boba alegre, amiga das piadinhas sem graça, crio aqui dentro uma menina de cinco anos. As vezes ela sai por aí pra passear ( a maioria das vezes ).

Mais impaciente que tudo na vida. Viciada em açúcar, pensamentos, jornalismo, Hip Hop, Pipoca doce, poesia, livros, Curitiba e qualquer coisa a mais q me lembre a infância.

Acompanhantes: sonhos, criatividade, insônia e miopia em dois olhos pequenos e observadores dos detalhes. Preciso (constantemente) de piscina ...de preferencia com patinhos de borracha dentro e derivados (hahaha). Tenho enxaquecas. Sou friorenta demais e o inferno pra mim não tem fogo, tem gelo.

Conjugo o verbo "escrever" todos os dias. Terapia, Exposição, Auto-Ajuda, infantilismo, dramatiação: traduzo a minha vida em palavras e formo as frases com vivência.

Convivência. Viver comigo só seria um desafio para pré-julgamento gratuitos. Ponderada, simplista, otimista. Aprendi a relevar o que faz mal e abandonar as ameaças num canto qualquer. A minha maior defesa é o auto-conhecimento. E já passou o tempo em que eu deixava fatores externos influenciarem.

Erro muito, acerto bastante, amo muito, faço muito drama. Importa pra mim que eu vive, no sentido mais amplo, tudo o que está ao meu alcance. E aprenda com isso.

Vacinada, Carimbada e olhe lá. O coração de criança continua pulsando, a ingenuidade ainda me abraça forte. Já a percepção mudou de caras. Continuo não tolerando birras sem fundamento, atuações do homem de Neandertal, queima em praça pública de valores humanos. Falsidade em gente que já era para ter entendido a moral da história.

Me divorciei da melancolia, ainda não aprendi a ficar sozinha e vivo com mania de perseguição. É aquele negócio, um dia eu to com sorte, no outro parece que joguei pedra na cruz.

Pesquisas confirmam: não sei me virar em situações de pressão emocional. Poderia escrever um livro sobre a gangorra em que estive, sublinhando trechos com ironia e um pouco de "eu te avisei". Muito bem avisada então. Vivo hoje com a sensação (e a certeza) de que tudo valeu a pena. Banana ou não, Idealista ou não, cá estou eu, com pessoas que me amam.

Encarei o passado e limpei os cantos. É dificil, mas foi melhor guardar só o lado bom. Deu certo e o meu jardim hoje tem flores.

Encaro meus erros com facilidade. Encaro e (importante) mudo. Não sou de guardar rancor de nunca fui do tipo orgulhosa. Tenho alegria às pessoas esnobes, arrogantes, fúteis e que acham que o mundo gira ao seu redor.

Não consigo ser fria, mas muitas vezes consigo ser grossa, sigo o meu coração. Dá um trabalho danado, mas no final vale (muito) a pena. Hoje eu já sei dizer "não" e a falar o que eu penso. Só ainda não sei gritar.

Falta de personalidade eu até aturo. Falta de vergonha na cara, talvez. Falta de respeito, NUNCA!

Tenho defeitos, limites, carne e osso. Mas eu procuro ir além. Acreditar na vida deixou de ser só um pretexto. Acreditar em MIM ainda me parece muito mais funcional.




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Faltava aquela peça, da peça não se fez falta, faltava aquele tempo e do tempo criou-se asas.
E as asas se descontrolaram e o chão estava lá, o chão sempre está lá, assim como o céu está. Só que o céu puxa pra cima e o chão leva pra baixo. A última gota de chuva nunca é a última gota.
Respira, fecha os olhos, conta até trinta e cinco. Dorme, respira mais um pouco e se desfaz, pra que juntar? Não vou olhar mais pro céu, não consigo mais. Os óculos cor-de-rosa se quebraram.
Se até a chuva se veste de sol, por que eu não me vestiria? Se até ela se desfaz, por que eu ficaria inteira? Se é hora, se eu espero, se é assim que tem que ser.. minha paz também espera, e continua a chover.

(esse aí é meu)

 

"There's a prism by the window
It lets the light leak in
I wish you would let me
You feel the water but do you swim?
And it's only me, empty handed
With a childish grin, and a camera.."

(Michelle Branch - empty handed)

 

É, hoje choveu de novo.



- Enviado por: ..**Lu**.. às 23h03
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Qual é o tamanho do vazio?

Quais são as proporções que a dúvida e o silêncio podem tomar?

Como é possível que o tempo mude tão rápido?

Alguém traga barulhos, faça uma tempestade, que seja.

Uma grande insatisfeita, isso que eu sou. Tudo vale a pena, por um segundo de satisfação plena. Eu busco e encontro, eu olho e se esconde. Mas quer saber? Eu vi.

Os dramas justificam, o escuro justifica, o frio também. Tudo por aquele pouquinho de luz que me envolve aos poucos. E que depois se apaga.

Traga lanternas, não se esqueça! Traga telescópios, para eu não deixar de ver as estrelas. Traga abraços infinitos e nunca me deixe me perder no que eu sou.

Me dá a mão e isso me basta! Calcule os prós e os contras. Depois rabisque e jogue tudo fora. Viva e more aqui!

Engula a seco os problemas e minhas expectativas. feche os olhos e sinta meus dedos no seu rosto.

E finalmente, mas não menos importante: exista. Em mim e para mim. O resto é simples!

 

 



- Enviado por: ..**Lu**.. às 19h41
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